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quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

Abandono de cães e gatos em época de férias

Um pet é um companheiro para uma vida, por isso pense bem antes de presentear alguém com um animal



Nos dias de hoje, não é difícil presenciarmos um animal sendo dado de presente de aniversário, de Dia das Crianças e em outras datas comemorativas. E agora, em período natalino, aumenta-se cada vez mais a aquisição ou adoção de animais para se presentear.
Presentear com animais é um ato que exige cuidadosa reflexão. - FlickrPresentear com animais é um ato que exige cuidadosa reflexão.
Crédito: Flickr
Dar um animal de presente para alguém pode significar um grande problema, tanto para o dono quanto para o pet. Caso gere incômodo para a pessoa que recebeu o presente - pois ele não tem apreço por animais e não está querendo se responsabilizar pelos cuidados que um bicho de estimação exige -, o ato resulta em abandonos nas ruas das cidades, elevando as estatísticas de animais sacrificados no Centro de Controle de Zoonoses (CCZ).
Comprados ou adotados no calor da emoção na época do Natal, cães e gatos muitas vezes são vistos como “brinquedos” pelas crianças que, após a fase da novidade, podem deixar a responsabilidade nas mãos dos pais, e a partir desse ponto é que o problema passa a existir.
Presentear com animais é um ato que exige cuidadosa reflexão, sejam quais forem as circunstâncias, sempre frisando que um cão vive em média de 10 a 12 anos. Quem atua nas áreas de proteção animal e saúde sabe que o resultado dessa ação muitas vezes equivale a uma triste sentença para o animal.
Depois das épocas de festas, centenas de animais são encontrados em situação de abandono em parques, portas das casas, feirinhas de adoção, pet shops, faculdades de medicina veterinária e em clínicas. E, infelizmente, este número vem crescendo cada vez mais.

Posse responsável
Uma boa convivência começa antes que o cão ou gato entre em nossas casas. Cada um dos membros da família deve estar de acordo, pois a colaboração por parte de todos será essencial.
Além de tempo, quem tem um pet em casa precisa de dinheiro suficiente para todos esses cuidados. Há evidências que a crise na economia contribuiu para o aumento no abandono de animais de raça nas grandes cidades.
Raças “da moda” ou com apelo na mídia podem não ser adequadas ao espaço da casa ou estilo de vida dos novos donos. Isso sempre deve ser pesquisado antes da aquisição do animais.
Um grande exemplo que pode ser citado é o aumento de dálmatas nos EUA, adquiridos por impulso na época do filme 101 Dálmatas, promovendo a abertura de entidades que se ocupam exclusivamente com o problema do abandono de animais dessa raça. Eles pagam o preço do sucesso de seus colegas no cinema, infelizmente.
Existem centenas de animais à espera de adoção, sob a guarda de entidades de proteção e centros de controle de zoonoses, precisando apenas de uma chance para viver. Alguns pet shops oferecem cães e gatos para adoção.
Nesses casos, é fundamental que o animal tenha passado por triagem veterinária, que esteja vacinado e, de preferência, castrado. Portanto, não caia na tentação de comprar um animal como presente de Natal por um simples impulso, sem saber se o presenteado realmente terá condições de arcar com os 10 anos de vida de um animalzinho, pois é um ser vivo e que, como nós humanos, demanda respeito e carinho.




NÃO AO ABANDONO DE ANIMAIS !

quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

Pássaros falantes fogem de casa e ensinam cacatuas selvagens a falar


No começo, eram só rumores de que um bando de pássaros nas copas das árvores estavam puxando papo com as pessoas que passavam pelas ruas. Parece loucura, não? Mas um naturalista do Australian Museum confirmou a história.
Tudo teve início quando pássaros de estimação fugiram de suas gaiolas e começaram a ensinar as aves selvagens a falar o que haviam aprendido com os humanos. “Estes pássaros são muito espertos e sociáveis, a comunicação e o contato são muito importantes para eles”, diz o naturalista, Martyn Robinson.
Pássaros falantes têm assustado os pedestres australianos - AlamyPássaros falantes têm assustado os pedestres australianos
Crédito: Alamy
“As pessoas nos ligavam e diziam que estavam ficando loucas ou que alguém havia colocado algo na bebida delas. Tudo isso porque saíram para o quintal e ouviram os pássaros do alto das árvores dizendo: ‘who’s a pretty boy, then?’ (‘quem é um menino bonito’ – em tradução para o português)”, conta Robinson.
Normalmente, os chamados dos papagaios “selvagens” são em frequência mais alta e muito mais rápidos que a voz humana. Nem todas as espécies de papagaios imitam as outras criaturas, mas isso pode acontecer entre os selvagens. Por isso, a ideia de que um ruído estranho, como a voz humana, poderia se espalhar entre uma população de papagaios pode não ser tão inverosímil quanto se pensa.
Teorias dizem que imitando as chamadas de criaturas nas proximidades, os papagaios têm o equivalente aos dialetos humanos. Assim, as aves são capazes de distinguirem um papagaio de outra área geográfica, o que as ajuda a reconhecer seus pares quando separadas por um certo tempo.
Desta forma, grandes grupos de papagaios podem “aprender” os chamados de outros e até “difundir” os sons humanos em uma população de aves.
O movimento teve início quando papagaios que fugiram de casa acabaram virando “professores” do idioma aprendido com os humanos. “Os pássaros se estabeleceram e até se reproduziram nas cidades, passando para seus filhotes as frases aprendidas anteriormente”, comenta Robinson. “Só espero que ninguém tenha ensinado palavrões para os papagaios”, diverte-se ele.
A história dos “pássaros falantes” ficou tão conhecida que o radialista Jason Morrison comentou em seu programa sobre uma reportagem publicada sobre este assunto. A surpresa foi enorme quando ele se deparou com o número de pessoas que ligavam para a emissora contando já terem sido “convidadas para uma conversa” com estes pássaros quando passeavam pelas ruas.